“Com quantos tijolos se faz um lar? Assim escancaradas, as casas em ruínas expõem um conteúdo que se foi. A pintura quase rupestre em uma arqueologia da cidade que se impõe por cima de outra, empilhando histórias. Vê-se a marca do que outrora era telhado na parede sem reboco. Os azulejos descolando, a pia arrancada, as fotografias que perdem seus rostos. Em vez de presença, vãos como os do tijolo baiano.

No Rio de Janeiro, João Paulo Racy foi além do registro de bonitas fotos dos eventos esportivos. Descobriu as transformações causadas por intervenções para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas que se aproximam. O que era lar e lugar deu passagem a não lugares, transpassados por metrô, BRT e VLT – siglas que as paredes não poderão mais inscrever.”

Texto de Amália Safatle para a revista página 22

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Impropriedades, 2010 – 2016

Fotografia (série de aproximadamente 70 imagens)

Impressão jato de tinta em papel de algodão

60 x 90 cada

Participou do JF Foto 15 – Centro Cultural Bernardo Mascarenhas – Juiz de Fora

Publicado na Revista Página 22 (2015)

Publicado no site Paraty em Foco (2014)

 

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